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Manifesto

Ainda Há Tempo

Uma candidatura para organizar esperança e devolver a política a quem trabalha, estuda e depende dos serviços públicos.

Não prometemos milagres. Prometemos luta.

Por que esta candidatura existe

Nossa candidatura não parte da ilusão de que uma pessoa, sozinha, vai solucionar todos os problemas. Ela nasce para ser uma referência para quem trabalha, estuda e já não encontra na política uma resposta para a própria vida.

Quando saúde, educação, transporte e moradia são tratados como mercadoria, sobreviver ocupa o lugar de viver. Ainda há tempo de mudar esse caminho — com organização coletiva, participação popular e independência política.

O que vamos defender

Seis compromissos para orientar cada proposta

  • Trabalho, renda e tempo digno

    Salário que sustente uma vida digna, proteção a quem trabalha e tempo para estudar, descansar e estar com a família.

  • Serviços públicos são direitos

    Defesa do SUS, da escola pública, do transporte e das empresas públicas contra a lógica de abandono e privatização.

  • Educação que abre caminhos

    Mais professores, bibliotecas, laboratórios, cultura, esporte, tecnologia, idiomas e acesso à universidade.

  • Igualdade e direito à cidade

    Políticas públicas que enfrentem o racismo, a violência contra as mulheres e a LGBTfobia em todo o Paraná.

  • Cultura, esporte e comunidade

    Cultura periférica, esporte e organização popular como trabalho, formação, pertencimento e transformação social.

  • Mandato de quem trabalha

    Uma cadeira na ALEP a serviço de trabalhadores, estudantes, periferias e usuários dos serviços públicos.

O manifesto

Ainda há tempo de escolher outro caminho

O ponto de partida

Não aceitamos escolher entre duas formas de abandono

De um lado, políticas fiscais limitam a capacidade do Estado de responder às necessidades de quem depende dos serviços públicos. A Lei Complementar 200 vincula o crescimento real de parte das despesas à receita e às metas fiscais, dentro de uma faixa anual de 0,6% a 2,5%.

Do outro, a extrema direita transforma medo, autoritarismo e ataques às instituições em projeto político. A condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal por crimes ligados à tentativa de golpe mostra a gravidade desse caminho.

Nossa candidatura recusa essa falsa escolha. Defendemos investimento social, democracia e uma organização política independente, construída por quem trabalha e sente na pele as decisões tomadas de cima para baixo.

No Paraná

Direito não é negócio

Privatizações, concessões e parcerias público-privadas avançam sobre patrimônios e serviços que deveriam servir ao povo. A transformação da Copel em corporação faz parte desse projeto de Estado orientado pelo mercado.

Defendemos saúde, educação, transporte, energia e saneamento como direitos. Serviço público precisa de investimento, controle social, transparência e trabalhadores valorizados — não de abandono para justificar sua entrega.

Educação

Escola para ampliar horizontes

O Paraná chegou a 345 colégios no modelo cívico-militar em 2026. Ao mesmo tempo, o governo assinou uma parceria público-privada para construir e administrar serviços não pedagógicos de 40 escolas, com valor contratual informado de R$ 6,53 bilhões ao longo da concessão.

Nossa prioridade é outra: professores valorizados, bibliotecas, laboratórios, cultura, esporte, tecnologia, idiomas e acesso à universidade. Crianças e jovens da periferia têm direito a uma educação completa, crítica e capaz de abrir caminhos.

Trabalho e renda

Quanto vale o trabalho de um paranaense?

Em julho de 2026, o DIEESE estimou em R$ 7.687,01 o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas, diante de um mínimo nominal de R$ 1.621,00. A distância entre os dois valores traduz a realidade de quem trabalha muito e ainda precisa escolher qual conta pagar.

Defender o trabalho é defender renda, direitos e também tempo: tempo para estudar, descansar, conviver com a família e participar da vida da comunidade.

Ninguém fica para trás

Dignidade não pode depender do gênero, da cor ou de quem se ama

Mulheres ainda enfrentam violência, desigualdade salarial e jornadas sobrepostas. A população negra segue mais exposta ao desemprego, à violência e à precarização. A pobreza também tem CEP: oportunidades e serviços não chegam da mesma forma a todos os bairros.

A população LGBTQIA+ tem direito a viver com segurança e liberdade. Ninguém deveria esconder quem é para trabalhar, estudar, amar ou simplesmente existir. Combater essas desigualdades é tarefa concreta do poder público.

Onde nós entramos

Uma candidatura com lado

Jean Henrique é trabalhador e estudante, veio da escola pública, formou-se em Ciências Sociais pela PUC-PR e estuda Odontologia. Sua trajetória reúne militância política, atuação comunitária, cultura, esporte e defesa dos serviços públicos.

A candidatura 50321 quer colocar uma cadeira da Assembleia Legislativa do Paraná a serviço de trabalhadores, estudantes, moradores da periferia, usuários do SUS, da escola pública e do transporte coletivo.

Não prometemos milagres. Prometemos luta.

Ainda existe desigualdade. Ainda existe exploração. Ainda existe luta. E, principalmente: ainda há tempo.

Faça parte